Lembro de nós dois andando pelo centro de mãos dadas, eu ria, mas estava nervosa, enquanto você gargalhava da minha cara de assustada e das minhas mãos frias. Depois de tanto escolher, havia decidido minha tatuagem, e quando te disse isso, você fez questão de me acompanhar - não só pelo medo, mas queria garantir que eu não iria pular fora na ultima hora. E fez bem, porque todo aquele trajeto do meu pequeno apartamento onde havíamos dormido até o estúdio daquele seu amigo maluco mas muito legal teriam me feito desistir. Então você segurava a minha mão bem firme, e eu sentia que você estaria ali, senão para sempre, por um bom tempo - tempo mais do que suficiente. Eu tinha decidido por uma âncora na coxa, e você concordava com tudo o que eu dizia, mesmo insistindo para que eu fizesse algo como uma bruxa ou uma caveira. Chegou até a mencionar o desenho de um palhaço, mas mudou de ideia tão rapido quanto a escolheu, afinal eu morria de medo de palhaços.
Depois de uns quinze minutos, chegamos ao estudio, comigo tremendo de medo e você rindo em alto e bom som, como se quisesse mostrar a todos que eu era medrosa. Entramos e seu amigo todo estranho nos esperava, usando uma camiseta do nirvana, com a cabeça raspada e com seis piercings apenas no rosto, o que me fazia ficar imaginando o quanto mais estariam espalhados pelo corpo daquele homem alto que você se referia como "tyson". Me perguntava se isso era um nome ou apelido, mas pela cicatriz dele no braço esquerdo, que ia do ombro até o cotovelo, deduzi que seria apenas um apelido. Sentei-me na cadeira e estiquei as pernas enquanto você puxava uma cadeira e se sentava ao meu lado, ainda segurando e acariciando minha mão. "Tyson" percebeu claramente que eu estava assustada, então colocou uma musica para acalmar o ambiente. Eu nunca havia ouvido aquelas musicas, mas com certeza gostaria de voltar lá e perguntar quais os intérpretes daquela melodia tão boa que fazia com que você tentasse acompanhar a batida com os pés no chão. A agulha se aproximou da minha pele, e um arrepio de medo me subiu a espinha, fazendo você segurar mais forte minha mão e acariciar meus cabelo bagunçados. Não doia, e eu percebera que era verdade o que você vinha me falando a meses. Nunca entendi como você tinha tanta coragem de ter aquele ceifador nas costas e aquela caveira no peito, mas agora eu percebia que nem era tão ruim assim - era uma dorzinha mínima, quase que como uma coceira ou um pequeno choque, mas que acabava se tornando até mesmo boa. O tatuador maluco me dizia que eu havia escolhido bem o lugar para começar a fazer tatuagens, porque não passava por nenhum osso, e eu agradecia internamente por meu desejo de fazer tatuagens em lugares um pouco diferentes. Foram quase três horas fazendo aquilo, mas havia ficado linda, e foi quando comecei a me arrepender de não ter feito antes. Voltamos para casa, e eu não cansava de tentar traduzir para você o que eu sentia, mas você não ligava que eu falasse demais, nem um pouco na verdade - você só sorria, concordava, e por fim, me interrompeu com um dos seus melhores beijos, me fazendo esquecer de tudo, e disse que tínhamos que comemorar. Concordei.
Depois de uns quinze minutos, chegamos ao estudio, comigo tremendo de medo e você rindo em alto e bom som, como se quisesse mostrar a todos que eu era medrosa. Entramos e seu amigo todo estranho nos esperava, usando uma camiseta do nirvana, com a cabeça raspada e com seis piercings apenas no rosto, o que me fazia ficar imaginando o quanto mais estariam espalhados pelo corpo daquele homem alto que você se referia como "tyson". Me perguntava se isso era um nome ou apelido, mas pela cicatriz dele no braço esquerdo, que ia do ombro até o cotovelo, deduzi que seria apenas um apelido. Sentei-me na cadeira e estiquei as pernas enquanto você puxava uma cadeira e se sentava ao meu lado, ainda segurando e acariciando minha mão. "Tyson" percebeu claramente que eu estava assustada, então colocou uma musica para acalmar o ambiente. Eu nunca havia ouvido aquelas musicas, mas com certeza gostaria de voltar lá e perguntar quais os intérpretes daquela melodia tão boa que fazia com que você tentasse acompanhar a batida com os pés no chão. A agulha se aproximou da minha pele, e um arrepio de medo me subiu a espinha, fazendo você segurar mais forte minha mão e acariciar meus cabelo bagunçados. Não doia, e eu percebera que era verdade o que você vinha me falando a meses. Nunca entendi como você tinha tanta coragem de ter aquele ceifador nas costas e aquela caveira no peito, mas agora eu percebia que nem era tão ruim assim - era uma dorzinha mínima, quase que como uma coceira ou um pequeno choque, mas que acabava se tornando até mesmo boa. O tatuador maluco me dizia que eu havia escolhido bem o lugar para começar a fazer tatuagens, porque não passava por nenhum osso, e eu agradecia internamente por meu desejo de fazer tatuagens em lugares um pouco diferentes. Foram quase três horas fazendo aquilo, mas havia ficado linda, e foi quando comecei a me arrepender de não ter feito antes. Voltamos para casa, e eu não cansava de tentar traduzir para você o que eu sentia, mas você não ligava que eu falasse demais, nem um pouco na verdade - você só sorria, concordava, e por fim, me interrompeu com um dos seus melhores beijos, me fazendo esquecer de tudo, e disse que tínhamos que comemorar. Concordei.
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